sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

JOSE PAULO PAES



EPITÁFIO PARA UM BANQUEIRO


negócio

ego

ócio

cio

o



Deve-se lembrar que epitáfio é um texto que se coloca sobre um túmulo e que se propõe como um resumo da existência daquele que está enterrado. O título do poema, portanto, nos ajuda em muito na interpretação do poema. Trata-se de uma súmula do que a vida de um banqueiro.Sua primordial preocupação já aparece no primeiro verso: negócio. Esse termo é uma palavra-valise, ou seja, contém dentro de si várias outras, que são desmembradas nos versos subseqüentes, sempre contribuindo para compreensão do texto. Basta lembrar que “ego” lembra o egocentrismo que representou a preocupação com lucro acima de tudo, quase como um “cio”, uma obsessão desenfreada, numa atividade inútil, já que a usura é o pão ganho sem suor (“ócio”), que acabou por anular a existência desse sujeito, conforme muito bem se vê no último verso pelo signo “0”.Entretanto, o poeta não se aproxima apenas de Oswald de Andrade e dos concretistas. Sente-se nele uma familiaridade com Drummond, principalmente no aspecto gauche de alguns poemas.


ALUNOS DANIELE E ANA MARIA

Um comentário:

DiegolBRl disse...

Postagem muito bem organizada com bastante destaque nas áreas de maior importância.

Belo tópico.

E um ótimo poema.

Ass: Renan Diego de Mattos 8ª B
Data: 03/04/2012